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SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA DE ALZHEIMER
 

  A Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é uma entidade sem fins lucrativos que atua na área de educação e conscientização da doença de Alzheimer e doenças  similares, formada por familiares de portadores de Alzheimer e por profissionais das mais variadas áreas, que compõe a  equipe multiprofissional.

Abraz é estruturada por um  corpo de voluntários que arduamente  desenvolve um  trabalho,  que consiste na disseminação  das informações sobre o  processo degenerativo da doença, embasado  nas experiências de familiares de que passam pela mesmas dificuldades ligadas aos aspectos do cotidiano do portador de Alzheimer. A troca de experiência  enriquece  de forma acolhedora as angústias  vivenciadas pelos familiares que encontram na instituição um porto seguro. Dentre as várias atividades desenvolvidas pela Abraz, é possível destacar os grupos de apoio psicológicos para aos familiares, a produção de boletim informativo e o site, para uma melhor compreensão da doença.

A Psicóloga e Gerontologa  especialista em envelhecimento e diretora da Associação brasileira de Alzheimer do estado de São Paulo; Rosilene Alves de Souza Lima, esclarece quais são essas ações, com destaque para as reuniões  semanais coordenada por ela.

Quais os objetivos principais da Associação Brasileira de Alzheimer?

A Associação Brasileira de Alzheimer é uma instituição sem fins lucrativos que se mantém através de doações e patrocínios. Os profissionais que apóiam esta causa realizam seus trabalhos de forma voluntária. Temos regionais e sub-regionais espalhadas por todo país, seguindo uma linha de acolher e informar os pacientes e seus familiares sobre a doença e orientar sobre os cuidados com o portador. O que diferencia as regionais são algumas inovações na forma de apresentação e desenvolvimento destes trabalhos, levando em consideração a disponibilidade e a criatividade dos profissionais envolvidos para atender a demanda solicitada. Todas essas atividades das regionais e sub-regionais passam pelo crivo da direção nacional, que tem sua sede no estado de São Paulo. Os endereços dos grupos podem ser encontrados no site da Abraz: www.abraz.org.br .
 

Que linha de atendimento psicológico você segue com os familiares que possuem parentes com a doença de Alzheimer?

Uma linha de apoio e aconselhamento. Acolhemos as angústias dos familiares no enfretamento da doença.  A progressão da doença é demasiadamente penosa principalmente para os familiares, que muitas vezes diante do diagnóstico recorre a mecanismos de defesa, negando a doença, mobilizando sentimentos de impotência e  culpa,  um gatilho para o estresse e diversas doenças psíquicas que podem surgir, como a depressão, a síndrome do pânico, doenças somáticas, além de  problemas clínicos que podem levar o familiar  cuidador adoecer e até falecer antes do portador. Contamos atualmente com números expressivos de morte de  cuidadores familiares, de pacientes portadores de Alzheimer. Normalmente este cuidador familiar é o marido ou a esposa cúmplice de uma vida toda , que se depara com a deterioração física e mental do seu ente querido.         O objetivo deste trabalho é proporcionar a  possibilidade a os  familiares cuidadores uma elaboração dos sentimentos,   e uma estruturação  psicológica para lidar com as dificuldades de um processo longo da doença que se estende por dez á quinze anos.  

Quais são as intervenções e tratamentos  com pessoa que é portadora de Alzheimer?

As intervenções realizadas no tratamento com o portador de Alzheimer seguem um critério medicamentoso que vai levar em consideração a doença e sua evolução. Os medicamentos próprios para Alzheimer não têm um efeito curativo. A intenção é tentar diminuir a progressão da doença, ou seja, desacelerar a morte das células neuronais. Medicamentos como o Exelon , Reminil,  e eraz, e o cloridrato de memantina que associam a um dos medicamentos em uma fase mais avançada.  Os medicamentos não curam, em alguns casos agem como uma barreira protetora na passagem da substância que matam os neurônios, porém uma barreira vazada, que mesmo tomando o remédio permite a passagem de substâncias capazes de degenerar todo o cérebro até o processo final da doença.

Alguns portadores de Alzheimer tem distúrbios de comportamentos, agressividade, distúrbios alimentares e insônia , agitação,  delírios de perseguição entre outros que ocorrem principalmente na fase inicial e intermediaria  da doença, que são os causadores de sofrimento para os pacientes e seus familiares, ás intervenções medicamentosas que são feitas com uso de medicamentos psiquiátricos, neurolepticos, sedativos e antipsicóticos, anticovulssivantes. 

A mais recente descoberta para tratamento com portadores de demência é a associação dos medicamentos aos tratamentos não medicamentosos, que consiste em atividades sistematizadas de estimulação cognitiva utilizando funções preservadas capazes de auxiliar na manutenção da autonomia do paciente, treinamento dos cuidadores  que passam a estimular o portador na vida diária e aprendendo a modificar o ambiente e adequar as respostas que possam causar estresse. Esta nova proposta    vêm apresentando resultados satisfatórios na tentativa de diminuir a progressão da doença e aumentar a  qualidade de vida tanto do portador quando do cuidador

Os cuidados preventivos da equipe multiprofissional : Fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiras, entre outros, ajudam  diminuir as fragilidades causadas pela evolução da doença    

Quais os principais sintomas da doença de Alzheimer?

 Na fase inicial o sintoma mais comum aparece com a dificuldade das pessoas afetadas guardar informações novas, as falhas de memórias nesta fase é o que muitas vezes leva os familiares a procurarem ajuda, alguns pacientes apresentam na fase inicial distúrbios de comportamentos ligados a higiêne pessoal , agressividade , irritabilidade, traços depressivos e em alguns casos apresenta dificuldade se localizar no espaço e no tempo.          

Na fase intermediária, as dificuldades já ficam mais aparentes, o paciente já apresenta dificuldade para se comunicar de maneira coerente, a capacidade crítica já foi destruída expondo o mesmo a situações de constrangimentoa, a capacidade de  executar as tarefas de rotina já não funcionam, nesta fase o paciente demonstra dificuldade para reconhecer  seus familiares , perde a capacidade de raciocínio lógico e abstrato. Nesta  fase o paciente  necessita de ajuda  para se vestir,  tomar suas medicações e todas as outras atividades da vida diária .           

 Na fase avançada da doença, o paciente torna – se  totalmente dependente , apresenta dificuldades de deglutição e enrijecimento muscular que impossibilita de andar, esta fase restringe o paciente ao leito e o aparecimento de escaras são comuns, as infecções urinarias e pulmonares , entre outras complicações clínicas que levam o paciente a óbito.         

Qual a causa da doença de Alzheimer? Existe maneira prevenção?

A doença de Alzheimer é um processo degenerativo do cérebro de forma progressiva e não tem cura, não existe causa conhecida, a literatura médica  mostra que casos que ocorrem de forma precoce, existe possibilidade de ser hereditário, normalmente existe a incidência em outros  familiares, acima de sessenta e cinco anos onde a incidência é maior, teríamos uma predisposição genética para desenvolver a doença, fala-se ainda em uma causa da doença que poderia ser desenvolvida por contaminação de metais como o alumínio.

Quanto a prevenção, não existe cientificamente comprovado maneira de prevenir a doença de Alzheimer, o que temos é a possibilidade através de uma prática de vida mais saudável  que incluisse uma boa alimentação, exercícios físicos , menos estresse e  formas de estimular a mente com atividades novas que proporcione conexões cerebrais Acredita-se que o indivíduo que tem uma predisposição para a doença de Alzheimer retardaria o aparecimento da mesma, adotando este estilo de vida saudável.

Você é coordenadora do grupo de apoio psicológico. Quais são as principais ações realizadas e quem pode freqüentar? 

Os grupo de apoio psicológico para familiares e cuidadores de paciente com Alzheimer e doenças similares, que acontece toda as quintas-feiras às 19:30h. Esses grupos tem como objetivo acolher as angústias e diminuir o estress dos familiares, passar informações  sobre a doença através de um olhar de profissionais especializados e também buscar a interação e a troca de experiências entre familiares que passam pelos mesmos problemas. Temos um boletim informativo sobre a doença que circula na região e que conta com o apoio de alguns comerciantes. Estamos elaborando uma pesquisa que se encontra em andamento, sobre o perfil do portador e de seu cuidador familiar. Iniciamos um grupo de treinamento para os cuidadores e estimulação mental   para pacientes portadores de Alzheimer, que se encontram no estágio inicial da doença, utilizando uma metodologia de estimulações cognitivas, com o objetivo de diminuir a progressão através de um tratamento não medicamentoso associado aos medicamentos. No dia 25 de setembro, última quinta-feira do mês, a ABRAZ-SP (Associação Brasileira de Alzheimer e Doenças Similares do Estado de São Paulo) convida os familiares, profissionais e interessados no assunto a discutir:  Se deve ou não contar ao paciente que tem Alzheimer? O assunto é polêmico, porém o objetivo do encontro é de promover uma discussão e conhecer o que pensam os profissionais e familiares na hora que recebem o diagnóstico de uma doença degenerativa e que não tem cura como o Alzheimer. Qual é a melhor saída? Contar ou não contar?  O ajudará a se organizar para o que vem pela frente?  Fará com que o paciente sofra e se deprima? Não fará diferença, pois ele esquecerá em seguida? Quais as respostas para todas estas questões? Participe deste debate contribua com sua opinião ou sua experiência. 

 
Grupo de Apoio psicológico para aos Familiares de Portadores da doença de  Alzheimer Doenças Similares acontecem todas às quintas feiras

Local: Igreja Dom Bosco, Rua Cerro Corá, 2101 esquinas com Pio XI
Telefone:(11)2091-2723;3021-3114
 www.abraz.org.br 

Todas segundas quintas feiras do mês também contamos com o grupo de apoio psicológico realizado no Hiléa, Rua:jandiatuba,200-Morumbi

Telefone:(11)3905-8700

Entrevista concebida pela Dra. Rosilene Souza Lima – Psicóloga e Gerontologa diretora da Associação de Alzheimer do estado de São Paulo.

Esta entrevista está autorizada para divulgações.

E-mail: roseabraz@yahoo.com.br

11 99 44-3959

 

 

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